Um ano de CPMI do INSS: Alfredo Gaspar mostrou firmeza e seriedade e abriu um caminho para um Brasil sem máscaras, em defesa dos aposentados

Há um ano, em 26 de agosto de 2025, Alfredo Gaspar assumia a relatoria da CPMI do INSS com a missão de investigar um dos maiores esquemas de fraudes contra aposentados e pensionistas do país. Ao longo dos meses seguintes, a comissão reuniu documentos, ouviu depoentes e aprofundou investigações sobre descontos associativos, empréstimos consignados e a atuação de entidades, empresários, intermediários e agentes públicos.

Um ano depois, o legado dessa missão é inegável: um relatório de mais de 4 mil páginas e a exposição de um esquema bilionário que sangrou os cofres da Previdência e roubou o dinheiro e a dignidade de milhões de brasileiros que trabalharam a vida inteira para se aposentarem em paz. Ao final do trabalho, Gaspar não hesitou, propôs o indiciamento de 216 pessoas, inclusive pediu a prisão de Lulinha, filho do presidente Lula, prova de que, para o relator, não existe blindagem que valha mais que a verdade.

Enquanto os governistas tentavam abafar, minimizar e proteger seus interesses, Alfredo Gaspar foi a voz que não aceitou o silêncio. Durante meses de investigação implacável, depoimentos tratados com rigor técnico e coragem política, incluindo o confronto direto com o chamado “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como o operador de um esquema que teria movimentado a cifra estarrecedora de R$ 39 bilhões.

Gaspar não poupou ninguém. Seu relatório final apontou o dedo para banqueiros, ex-ministros, dirigentes públicos e até para dentro do núcleo familiar do poder, provando que, para ele, investigação da verdade não tem cor partidária nem endereço fixo. Essa autorização, essa disposição de encarar os poderosos de frente, é exatamente o que faltava à política brasileira.

O documento produzido pela relatoria foi encaminhado aos órgãos responsáveis pela continuidade das investigações, incluindo Supremo Tribunal Federal, Polícia Federal e Ministério Público. Parte dos fatos levantados pela comissão permanece sob investigação.

Para Gaspar, o trabalho desenvolvido durante a CPMI mostrou que o enfrentamento à corrupção exige independência e disposição para investigar inclusive pessoas próximas aos centros de poder.

“Mesmo sob forte pressão de investigados e do governo Lula, não recuei. A CPMI do INSS completou um ano deixando um legado de enfrentamento à corrupção e defesa dos aposentados e pensionistas. Tentaram enterrar o nosso relatório, mas não conseguiram enterrar a verdade. O dinheiro de quem trabalhou a vida inteira precisa ser respeitado. Chega de impunidade. O Brasil precisa proteger seus aposentados e garantir que nenhum centavo seja desviado no meio do caminho”, afirmou Alfredo Gaspar.