O candidato a vice-presidente da República pelo PL, Alfredo Gaspar(PL), defendeu uma mudança firme na política de segurança pública do país e afirmou no governo de Flávio Bolsonaro terá tolerância zero com o crime organizado. Nesta segunda-feira (31), em São Paulo, Gaspar participou de dois grandes eventos, o Congresso Fiesp de Segurança Pública e do BTG Macro Day, onde destacou o combate às facções e o fortalecimento das forças de segurança como prioridades para o Brasil.
“Nos últimos vinte anos, o Brasil perdeu mais de um milhão de pessoas assassinadas. Ano passado, tivemos o triste recorde do maior número de feminicídios da nossa história. Nunca tivemos uma alta tão grande de crimes patrimoniais, e o Brasil se tornou uma república de férias para os grandes mafiosos do mundo. O Brasil está tomado pelo crime organizado. E aí me perguntam qual a receita para a mudança na rota do Brasil. Eu vou dizer que a primeira receita é a mudança de postura. Bandido é bandido e cidadão de bem é cidadão de bem”, afirmou no evento da Fiesp.
De acordo com Alfredo Gaspar, situações erradas estão sendo normalizadas no Brasil, mas isso precisa mudar. “Não está normal a dama do tráfico ser recebida com tapete vermelho no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Não está normal uma criminosa do PCC chamar o presidente da República de ‘painho’ e gravar com ele para a rede nacional. Nós estaremos do lado contrário à bandidagem. Não está normal o ministro da Fazenda deste governo subir no palanque com a chefe do tráfico de uma comunidade. As famílias do Brasil vão ter paz. Chega!”, enfatizou.
Alfredo Gaspar participou do painel “Crime organizado, territorialidade e economia formal: desafios à governança”, mediado pelo senador Sérgio Moro, presidente do Conselho Superior de Segurança da Fiesp (Coseg). O painel teve a participação do deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite, o escritor Rodrigo Pimentel e o CEO do Instituto Combustível Legal, Emerson Kapaz, também integrante do Coseg.
No evento do BTG Pactual, Alfredo Gaspar foi entrevistado pela jornalista Júnia Gama, que abordou temas como o convite para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, além de questões relacionadas a ajuste fiscal, violência e, novamente, segurança pública.
“No Brasil, foram mortos, nesses últimos dez anos, quase 500 mil brasileiros. O índice de solução de inquérito judicial, com denúncia, ficou por volta de 35%. Ou seja, você tem uma multidão de criminosos impunes no Brasil. Nós vamos gastar uns R$ 40 bilhões criando vagas para colocar bandido que comete crime grave. R$ 500 milhões de subsídios concedidos no Brasil. O presidente Flávio vai enfrentar isso”, afirmou. “Nós vamos conseguir diminuir essa taxa de juros com responsabilidade e ajuste fiscal. Isso vai aumentar o poder de compra do brasileiro. Nós estamos dispostos a enfrentar a reforma administrativa, a reforma do Judiciário, a reforma pública. E essa revisão da reforma tributária vai entregar um Brasil menos burocrático”.


